Em 2018 a Microsoft comprou o GitHub. Por que?

Developers! Developers! Developers!

Steve Ballmer gritava até ficar sem ar esse mantra em 1995 no palco da Windows 2000 Developers Conference porque sabia que a força motora da empresa estava nas mãos dos desenvolvedores de software.

Mas isso, na mente de Ballmer, só era válido se o produto final, o aplicativo, fosse escrito para a plataforma da empresa, Windows, Office, etc.

A Microsoft sempre foi uma empresa de contratos, antes de ser uma empresa de tecnologia. E onde estão esses contratos? No licenciamento das plataformas!

A fórmula é simples, quanto mais aplicativos que resolvem os problemas das pessoas, empresas ou governos exigirem um contrato Microsoft por necessidade técnica, melhor.

Daí o motivo de na época Ballmer classificar o Linux com um câncer. Qualquer opção para o consumidor trocar de plataforma significariam menos contratos assinados de licenciamento de uso de software.

Mas hoje o foco mudou. Não é mais atrás de contratos assinados que as empresas estão e sim da cobrança pelo uso. Principalmente com o surgimento do Cloud Computing e da proliferação dos dispositivos móveis conectados à Internet nos últimos anos, empresas buscam usuários para seus aplicativos. Quanto mais usuários, maior a renda pelo uso.

A quantidade de usuários ativos de uma plataforma é tão importante que chega a ser o fator principal no momento de uma troca de propriedade (compra/venda). Quanto maior a quantidade de usuários ativos, maior o valor da plataforma.

E onde entra o GitHub nisso?

O processo de desenvolvimento de software evoluiu muito na última década. O trabalho em equipe e a necessidade de organizar o código-fonte forçaram o surgimento de sistema de controle de versão.

Um desses sistemas é o GIT, que é baseado no modelo de controle distribuído, sem um repositório central obrigatório. Esse modelo, e em particular, o GIT, caiu nas graças dos desenvolvedores e se tornou rapidamente o mais utilizado globalmente.

O GitHub nasceu como um serviço auxiliar baseado em GIT onde os desenvolvedores podiam criar seus repositórios de código de forma gratuita (com algumas restrições) ou paga.

Além do fato do uso de repositórios, o GitHub oferecia outras ferramentas de suporte ao desenvolvimento como Wiki e Issues que ajudaram a criar uma comunidade em torno da plataforma.

De olho nessa comunidade global de desenvolvedores estavam muitas empresas, inclusive a Microsoft.

Hoje o GitHub possui um Marketplace de aplicações que podem ser adicionadas no fluxo de trabalho dos desenvolvedores e utilizadas de forma gratuita até uma certa quantidade de uso.

Ouça o primeiro episódio do Quero Falar de T.I. onde abordo com mais detalhes os recursos do GitHub aqui https://qfti.r36software.com.br/qfti001-o-que-o-github-tem/.

Abraços!

Steve Ballmer: https://en.wikipedia.org/wiki/Steve_Ballmer
GitHub: https://github.com/explore

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